Campeonato Brasileiro - Série A e B - 2009
[07/11] .::. Vasco 2x1 Juventude .::. [08/11] .::. Atlético-MG 1x3 Flamengo / Fluminense 1x0 Palmeiras / Botafogo 2x0 Coritiba .::.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

DEIXOU CHEGAR...

Maldonado comemora primeiro gol com a camisa do Fla
Foto: Vipcomm



O Flamengo foi fantástico jogando em Belo Horizonte, no Mineirão, diante do Atlético-MG, pelo Campeoanato Brasileiro. Com a merecida vitória por 3 a 1, gols de Petkovic, Maldonado e Adriano, o Rubro-Negro chegou a terceira posição e está perto do novo líder da competição, o São Paulo.

É dificílimo prever quem é o favorito a conquista do Brasileirão, mas o certo é que o Flamengo entrou de vez na briga. O jogo contra o Náutico será chave para deixar o clube com chances de conquistar o hexacampeonato, porém o time comandado pelo técnico Andrade não pode deixar de somar pontos assim como fez contra o Barueri. Enquanto os paulistas reclamam da arbitragem, o Mengão vai comendo pelas beiradas.

O sérvio Petkovic mesmo contundido mostrou ser um jogador extremamente importante mais uma vez. Com um gol olímpico, o jogador abriu o caminho para a vitória sobre o Galo. A zaga rubro-negra composta por Álvaro e Ronaldo Angelim mostra a cada dia a consistência ainda mais apoiado pelo chileno Maldonado, Willians e Airton que neutralizou o meio-campo atleticano, Ricardinho. Bruno também cresceu no momento certo do Brasileirão e vem garantindo a segurança na meta do Fla.

Adriano como sempre bem marcado está sendo importante para atrair a atenção dos zagueiros adversários e abrir espaços para a chegada dos companheiros. Entretanto, foi justamente ele que acabou sacramentando a vitória em BH. Com o gol, o camisa 10 da Gávea chegou a casa dos 18 marcados se igualando a Diego Tardelli. No confronto de artilheiros, melhor para o Imperador.

Apesar do ano de 2009 não ter acabado para o futebol rubro-negro, o planejamento da atual diretoria já está focado no próximo ano. Com a possível saída de Juan para o Corinthians, dois jogadores podem pintar: o atacante Kléber, atualmente no Cruzeiro, e o lateral-esquerdo Michael, encostado no Botafogo.

Kléber está fora de combate desde o começo do mês passado, por conta de cirurgia no púbis, o Gladiador confidenciou a amigos que disputaria a Libertadores pelo Flamengo.

O que poderia dificultar uma possível negociação seria o fato de o clube mineiro se classificar para a competição continental. Já o lateral Michael, segundo a mesma fonte, já estaria acertado com o Flamengo, que espera apenas o contrato do jogador terminar com o Botafogo, em 31 de dezembro, para anunciar a transferência.

Empresário de Kléber e Michael, Giuseppe Dioguardi mantém a cautela. Perguntado sobre se havia sido procurado pelo Flamengo, evitou dar detalhes.

– Não posso comentar nada. Se quiserem contratar o Kléber, terão de tratar diretamente com o Cruzeiro. Estou focado apenas na recuperação dele. Não posso comentar nada, somente o Cruzeiro – esquivou-se Giuseppe Dioguardi.

Vice de futebol do Flamengo, Marcos Braz confirma que o jogador foi oferecido, mas que o clube não o procurou. O dirigente ponderou, também, que não é hora para falar em 2010, já que o clube decide seu destino no Brasileiro.

– É um jogador acima da média e, assim como o Urrutia, foi oferecido, como outros jogadores também. O Flamengo tem eleição e meu mandato vai somente até dezembro. Claro que quero deixar tudo planejado para o ano que vem. Mas tenho de ser ainda mais cauteloso, uma vez que teremos outro presidente – explicou o cartola.

O que resta agora é trazer Obina de volta, contratar o Kléber Pereira, do Santos que já declarou vontade de jogar com a camisa do Fla e mandar embora os inoperantes Dênis Marques e Gil.

Vamos Flamengo, Vamos Ser Campeões!

domingo, 8 de novembro de 2009

REBAIXAMENTO MAIS DISTANTE

Leandro Guerreiro disputa com Marcelinho Paraíba, Lúcio Flávio observa
Foto: Yahoo
Torcedores do Glorioso,

Mais uma vez o campeonato brasileiro reservou ao Botafogo um momento feliz. Só não vou dizer que a rodada foi perfeita em relação a rebaixamento porque Fluminense e Atlético-PR fizeram seu dever de casa e venceram. No Engenhão, para um público com pouco mais de 12 mil pessoas, muito aquém do esperado, o Bota foi superior ao Coritiba durante todo o jogo, e assim conseguiu a vitória por 2 a 0, com gols de Renato e Lúcio Flávio.

Devido a contusão de André Lima, que se machucou diante do Cerro Porteño (PAR), Estevam Soares optou por Jóbson no comando de ataque deixando Victor Simões como opção no banco de reserva. A volta de Leandro Guerreiro após leve entorse no joelho deu mais consistência à proteção da zaga. Wellington também voltou e junto com Jéfferson foi o responsável por mais uma partida da defesa sem sofrer gols.

Nos primeiros minutos da partida o Bota foi para cima do Coxa. Reinaldo chutou forte de fora da área e Vanderlei jogou pela linha de fundo, aos seis. Dois minutos mais tarde, Alessandro bateu forte e cruzado e o goleiro do Coritiba levou a melhor novamente. Aos 18 minutos, Leandro Guerreiro tabelou com Jóbson e foi a linha de fundo para cruzar, na área, Renato não conseguiu a cabeçada.

Com essa sequência de boas oportunidades, foi a vez do Coxa assustar. Ariel girou bem sobre a zaga, mas bateu fraco na conclusão e Jéfferson evitou. O jogo caiu de ritmo bruscamente, mesmo assim o alvinegro seguia em melhor momento no jogo, mas não o suficiente para concluir em gol. Já o Coritiba não era feliz nos contra-ataques.

O Botafogo conseguiu o seu primeiro gol aos 37 minutos, quando Diego recebeu na intermediária e deu apenas um toque para deixar Renato na cara do gol, o camisa 8 deu um leve toque de pé direito para arrumar e encheu o pé esquerdo para concluir entre o goleiro e a trave, sem chances para Vanderlei. Botafogo 1 a 0. Dois minutos mais tarde, Jóbson limpou um defensor e chutou forte, mas o goleiro do Coxa salvou mais um.

No intervalo o técnico do Coritiba, Ney Franco, sacou o "bravo" Jaílton para apostar no ataque, entrando Marcos Aurélio. Aos cinco minutos o jogador entrou na área botafoguense com tranquilidade e chutou para defesa de Jéfferson. O Bota respondeu com Diego, que também entrou driblando na grande área e Vanderlei também salvou.

O Coritiba teve dois grandes momentos no jogo. Primeiramente com Renatinho que tabelou com Luciano Amaral e chutou a bola a esquerda de Jéfferson. Logo depois, Pedro Ken chutou por cima da meta uma das grandes chances dos paranaenses. Como quem não faz leva, o Botafogo puxou um contra-ataque perfeiro, foram quatro atacantes contra quatro zagueiros, Reinaldo rolou para Lúcio Flávio que limpou dois zagueiros e marcou um golaço no ângulo. 2 a 0.

A partir de então o glorioso cadenciou a partida e teve apenas mais uma chance, em cobrança de falta de Juninho que Vanderlei salvou no susto. Com o apito final, o Engenhão foi ao delírio e o Botafogo conseguiu encher os pulmões nessa reta final. Oalvinegro está a cinco pontos a frente do Fluminense, primeiro na zona perigosa, e está a três pontos de distância da zona de classificação para a Sul-Americana 2010.

Aproveitando o momento, não poderia deixar passar em branco a volta do Vascão para a primeira divisão, parabéns a todo o time e diretoria, parabéns a todos os vascaínos e principalmente parabéns aos futebol carioca.

FICHA TÉCNICA
BOTAFOGO 2x0 CORITIBA

Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 8/11/2009 - 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)
Auxiliares: César Augusto de Oliveira Vaz (DF) e Eremilson Xavier Macedo (DF)
Renda/público: R$ 167.818,00 / 12.426 pag.
Cartões amarelos: Wellington (BOT); Pereira, Dirceu, Renatinho (CTB).

GOLS:
Renato, 37'/1ºT (1-0); Lucio Flavio, 22/2ºT (2-0).

BOTAFOGO: Jefferson, Alessandro, Juninho, Wellington e Diego; Leandro Guerreiro, Fahel, Renato (Jônatas, 17'/2ºT) e Lucio Flavio (Emerson, 46'/2ºT); Reinaldo (Victor Simões, 37'/2ºT) e Jobson. Técnico: Estevam Soares.

CORITIBA: Vanderlei; Ângelo (Thiago Gentil, 26'/2ºT), Dirceu, Pereira e Luciano Amaral; Jailton (Marcos Aurélio, intervalo), Leandro Donizete, Pedro Ken (Márcio Gabriel, 32'/2ºT) e Renatinho; Marcelinho Paraíba e Ariel. Técnico: Ney Franco.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

MARACA NO CARIOCA 2010!


O Maracanã não vai mais fechar no fim do ano como estava previsto para as reformas necessárias para a Copa do Mundo de 2014. A previsão agora é que isso só aconteça no dia 28 de fevereiro. Mas existe uma grande possibilidade que o prazo seja adiado para maio, após o Campeonato Carioca.

A utilização do estádio no Campeonato Carioca é praticamente certa e vai ser confirmada nos próximos dias em uma reunião entre a Federação do Rio e a Suderj. A idéia é que apenas os clássicos aconteçam no estádio e jogos de pequeno porte de Fluminense e Flamengo sejam realizados no Engenhão. A tabela da competição deve ser divulgada na sexta-feira, dia 14, após um arbitral entre os clubes.

A secretária de Turismo, Esporte e Lazer do Rio, Márcia Lins, que participou do III Seminário das cidades-sedes da Copa do Mundo da Brasil 2014, explicou também que o Governo do Rio decidiu não optar mais pela parceria público-privada (PPP) para arcar com o custo das reformas. Os R$ 400 milhões necessários para modernizar o estádio vão vir da linha de crédito disponibilizada pelo BNDES para as cidades-sedes da Copa do Mundo. Posteriormente apenas que o estádio seria privatizado por 35 anos.

Fonte: Blog Primeira Mão


A HORA DA VERDADE

O Engenhão vai ficar pequeno
Montagem: Ricardo Oliveira (FC OFICIAL)
Torcedores do Glorioso,

Após a eliminação na Copa Sul-Americana, o Botafogo volta suas atenções para o Brasileirão, aonde corre risco de rebaixamento. Faltam cinco jogos até o final da competição, os matemáticos acreditam que com mais duas vitórias e um empate, o alvinegro estará livre do descenso. O Bota terá dois jogos-chaves para tentar somar suas duas vitórias, são os confrontos diante de Coritiba, no próximo domingo, no Engenhão, e contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada.

Buscando contar com apoio do torcedor, mesmo após a queda dentro do Engenhão para o Cerro Porteño, a diretoria fez promoção de ingressos e o setor leste, principal do estádio, estará custando R$10,00 a inteira e R$ 5,00 a meia. Aqueles mais otimistas acreditam que o estádio receberá cerca de 40 mil torcedores, público próximo ao jogo de abertura do estádio, quando o Fogão venceu o Fluminense por 2 a 1. Outro público marcante do Engenhão ocorreu na vitória do Botafogo sobre o River Plate por 1 a 0, em 2007. Ou seja, casa cheia é sinônimo de vitória no Engenhão, então é hora de comparecer.

A situação do Glorioso ainda é delicada, o clube está a três pontos na frente de Santo André e Náutico, que ocupam a zona da degola, além de estar a dois pontos atrás do Furacão e a três do Coxa, adversário direto no domingo. Uma vitória deixaria o Bota respirar ares mais limpos, dependendo, é claro, dos resultados de seus adversários.

No primeiro turno, no Couto Pereira, Botafogo e Coritiba empataram por 2 a 2. O Glorioso saiu na frente com um gol de Victor Simões, os paranaenses empataram no segundo tempo com Bruno Batata. Apesar de Renato ter deixado o alvinegro em vantagem aos 34 minutos da segunda etapa, o Bota não soube segurar e levou o empate com um gol de Marcos Aurélio aos 44 minutos.

Trata-se de um jogo importante para os dois, quem perder ficará em situação complicada na competição, ainda mais se o derrotado for o Botafogo. Houve até rumores de que o Botafogo teria oferecido uma "mala branca" ao Coritiba para poder derrotar os paranaenses, mas nada ficou comprovado. É esperar para ver. PRA CIMA DELES, CACHORRADA.

Últimos 9 jogos entre Botafogo e Coritiba

2004 - Couto Pereira - Coritiba 1x0 Botafogo - Brasileirão
2004 - Caio Martins - Botafogo 4x1 Coritiba - Brasileirão
2005 - Couto Pereira - Coritiba 0x3 Botafogo - Brasileirão
2005 - Maracanã - Botafogo 2x0 Coritiba - Brasileirão
2007 - Couto Pereira - Coritiba 0x1 Botafogo - Copa do Brasil
2007 - Maracanã - Botafogo 3x3 Coritiba - Copa do Brasil
2008 - Engenhão - Botafogo 2x1 Coritiba - Brasileirão
2008 - Couto Pereira - Coritiba 0x1 Botafogo - Brasileirão
2009 - Couto Pereira - Coritiba 2x2 Botafogo - Brasileirão

6 vitórias do Botafogo
2 empates
1 vitória do Coritiba

Botafogo - 18 gols
Coritiba - 8 gols



Saudações Alvinegras.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

AGORA SÓ RESTA O BRASILEIRO

André Lima lamenta oportunidade perdida
Foto: Lancepress
Torcedores do Glorioso,

Perder nunca é bom, mas essa derrota contra o Cerro na Sul-Americana teve lá seus pontos positivos. Não quero justificar a derrota, os paraguaios venceram porque tiveram mais competência e mais frieza na hora de finalizar. Vamos analisar o que há de positivo depois tropeço dentro de casa.

1- Agora o Botafogo não vai ter mais essa sequência desgastante de jogos pelo Brasileiro e pela Sul-Americana, além de evitar uma possivel viajem para outro país.

2- As atenções do time voltam completamente para o brasileirão, aonde temos por obrigação escapar da segunda divisão.

3- Depois de duas vitórias consecutivas no brasileirão, a moral do time estava elevada, agora, com esse tropeço, os jogadores vão saber que não são invencíveis.

A festa do Botafogo estava preparada, aproveitando a promoção de ingressos a torcida compareceu para apoiar a equipe. O alvinegro estava desfalcado de Léo Silva, que foi expulso no primeiro jogo. Por isso Jonatas ganhou nova chance, além de Fahel, que substituiu Leandro Guerreiro machucado e Gabriel, que entrou na vaga de Wellington.

O jogo começou muito truncado com o Bota encontrando dificuldades para chegar ao ataque, já o Cerro Porteño tinha um meio-campo com um toque de bola refinado e as vezes assustava o fogão. Os paraguaios vieram com o propósito de ficar na defesa e sair em velocidade no contra-ataque, foi isso que demonstraram o jogo todo. O Botafogo chegou a primeira vez com um chutaço de Juninho na falta que o goleiro Barrero defendeu.

Outras chances surgiriam depois, com uma cabeçada de Renato que o goleiro rebateu e depois do toque no travessão ficou pererecando pedindo um pé brasileiro para empurrá-la pro gol, algo que não aconteceu. As verdadeiras oportunidades ficariam mesmo para o segundo tempo.

Logo no início da segunda etapa, com menos de 20 segundos, Renato cabeceou para a área e André Lima chutou forte pela linha de fundo, não dava pra acreditar que aquela bola não entrou. O Botafogo seguiu em ritmo intenso e depois de rolada na entrada da área, Reinaldo bateu no cantinho e Barrero catou. o glorioso era melhor e o Cerro fez sua alteração, o coringa Nuñes entrou em campo, a princípio para jogar de volante.

Logo depois da entrada dele veio uma bola alçada na área e Nuñes completou de cabeça para o fundo da rede. Cerro 1 a 0. Estevam Soares resolveu sacar o jovem Gabriel e colocou Victor Simões, mais um atacante para tentar furar o bloqueio, logo depois foi a vez de Jóbson entrar no lugar de Reinaldo, essa alteração que surtiria efeito.

Depois de passe esquisito de Juninho, Jóbson entrou na área driblando e rolou para André Lima que só teve o trabalho de empurrar para o gol. 1 a 1. A torcida sentiu o momento e começou a apoiar o Bota incondicionalmente em busca do gol da virada, o que levaria a partida para os pênaltis. Em alguns momentos, todos os jogadores, com exceção do goleiro Jéfferson estavam no campo de ataque do Botafogo. Logo depois, Alessandro perdeu a cabeça e cometeu falta violenta, sendo expulso pelo árbitro.

O Bota ficou desorganizado e os paraguaios mataram o jogo em dois contra-ataques. O primeiro com Irrazábal, que aproveitou cruzamento vindo da esquerda para marcar com total liberdade. Três minutos mais tarde, Cáceres, por cobertura fechou a conta no Engenhão. 3 a 1 e Botafogo fora da Sul-Americana.

FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO 1 X 3 CERRO PORTEÑO (PAR)

Estádio: Olímpico João Havelange, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 4/11/2009 - 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Auxiliares: Wálter Rial (URU) e Mauricio Espinosa (URU)
Renda/público: R$ 153.271,50 / 15.428 pagantes
Cartões amarelos: André Lima, Gabriel e Lucio Flavio (BOT); Brítez e Villareal (CER)
Cartão vermelho: Alessandro, 31'/2°T (BOT)


GOLS: Nuñez, 11'/2°T (0-1); André Lima, 27'/2°T (1-1); Irrazabal, 42'/2°T (1-2); Cáceres, 46'/2°T (1-3)

BOTAFOGO: Jefferson, Alessandro, Juninho, Diego e Gabriel (Victor Simões, 13'/2°T); Fahel, Jônatas (Rodrigo Dantas, 29'/2°T), Renato (Jobson, 18'/2°T) e Lucio Flavio; Reinaldo e André Lima. Técnico: Estevam Soares.

CERRO PORTEÑO (PAR): Diego Barreto, Irrazabal, Diego Herner, Miguel Torren e Luís Cardozo; Luís Cáceres, Javier Villareal, Jorge Britez e Ernesto Cristaldo (Piris, 14'/2°T); Cesar Ramírez (Nuñez, 7'/2°T) e Roberto Nanni (Julio dos Santos, 26'/2°T). Técnico: Pedro Troglio.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SÓ SEI QUE NADA SEI...

Fred comemora timidamente o gol contra seu ex-clube
Foto: Photocamera

Caros amigos tricolores,

Não quero escrever aqui no blog o que muitos fariam. Títulos como vitória da raça, da determinação, virada sensacional e algo parecido com essas expressões com certeza estariam presentes numa vitória como a que o Fluminense conseguiu no jogo contra o Cruzeiro, no Mineirão. Mas não vou nessa corrente. Vocês, com certeza, vão pensar que eu estou louco.

Porém, não estou. Vou contar a história desse jogo da forma como ela aconteceu comigo, desde a partida do último domingo, contra o Goiás. Assim também falo um pouco dos jogos que eu não postei aqui nessa última semana. Outra vez, os amigos pensarão: é ele está louco mesmo, mas vamos lá.

Domingo, 25 de outubro de 2009. Depois de abrir 2 a 0 no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana, o Fluminense vai até Goiânia para enfrentar o Goiás. Jogo difícil, Goiás brigando na parte de cima da tabela. Fluminense na lanterna, com 26 pontos. Vitória do time da casa certa, dizem praticamente todos. O craque do time, o argentino Conca, suspenso. Talvez eu, e mais alguns tricolores, achávamos que o Fluminense poderia surpreender. Menos de vinte minutos de jogo, Goiás 2 a 0.

Eu pensava: “realmente os todos estão certos. Missão praticamente impossível. Estamos praticamente rebaixados”. Final do primeiro tempo e gol do Flu: Mariano. Final de primeiro tempo. Virtualmente rebaixado? Ainda não, faltam 45 minutos.

Começo de segundo tempo. Falta. Gol de Equi Gonzalez. Tudo igual, 2 a 2. Segura o empate ou tenta a virada. Defesas sensacionais de Rafael. Final de jogo. Empate e mais um ponto. Chegamos a 27. Muito difícil a situação, a matemática nos diz que temos que vencer os seis jogos restantes.

Quinta-feira, 29 de outubro. O Fluminense joga contra o Atlético-MG, que briga pelo título. Os resultados de quarta deixam o Tricolor com 8 pontos de sair da zona de rebaixamento, e os jogos que faltam serão encarados como “decisões”. Antes da bola rolar, novamente a expressão: “praticamente rebaixado” vem a tona. Jogo complicado, adversário embalado. Primeiro tempo, e pênalti para o Flu. Fred, com uma, duas paradinhas e 1 a 0. E chove. A torcida do Fluminense incentiva. Início de segundo tempo. Jogada de argentinos, de Gonzalez para Conca. Flu 2 a 0. Vitória garantida?

Talvez não. Escanteio, falha do goleiro Rafael, e gol de Tardelli, o artilheiro do Brasil. Sufoco do Galo? Desespero tricolor? Nada disso. Contra-ataque e Tartá quase faz o terceiro. Fred de cabeça e de perna esquerda. Duas defesaças do goleiro uruguaio Carini. Não para de chover. A torcida do Fluminense não para de cantar. Vai acabar a partida. Termina. O Fluminense vence a “primeira decisão”. Chegamos aos 30 pontos. Ainda na lanterna. Mas e daí, o importante foi a vitória.

Domingo, 01 de novembro. Jogo fora de casa contra o Cruzeiro, no Mineirão. O time da casa embalado, avassalador no segundo turno. Sequencia de 7 jogos invictos, 5 vitórias consecutivas, recuperação incrível depois da perda da Libertadores, brigando no G4, brigando pelo título. Resultados não são bons e estamos novamente a 8 pontos de sair do Z4, zona do mal, Z4 do mal, zona de rebaixamento, chamem como quiserem, mas não é bom ficar lá, imaginem por vinte e tantas rodadas.

E na lanterna é pior ainda. Começo de jogo. Cruzeiro pressiona. Guerrón, o carrasco da Libertadores-2008 tenta. Fernando Henrique defende. Maicon recebe livre, vai marcar, driblou Fábio e... tropeça, sozinho. Não pode ser. Não acredito. E o velho ditado se faz presente: “quem não faz, leva”. Jonathan, entre FH e a trave. Cruzeiro 1 a 0. Desespero. Diogo derruba Guerrón na área. Pênalti. Se foi ou não, isso não tem importância. Bola na marca da cal. Wellington Paulista na bola. Correu, atirou e bola vai para fora. Alívio. Quem disse. Erro de passe, de Guerrón para Wellington Paulista. Um corte seco em Gum, que fica no chão e tranqüilidade na hora de concluir. Belo gol, Cruzeiro 2 a 0.

A Raposa, como é conhecido o Cruzeiro, rápida e astuta deita e rola. Não acaba o primeiro tempo. Será que vai ser 3, 4, 5 a 0 só no tempo inicial. Intervalo. São mais ou menos 19h20min. E a velha frase, que me acompanha desde não sei quando surge a minha mente: “praticamente rebaixados”. Dessa vez acho que sim, eu penso. Telefone não para. Mensagens de consolo, brincadeiras de amigos, que torcem pelos rivais. Sinto-me rebaixado, junto com o time. Início do segundo tempo, time alterado, mudança de esquema, são apenas 45 minutos para que algo possa acontecer. O empate não serve. Temos que virar o jogo.

Conca joga na área, Maicon tenta e o zagueiro Gum, que ficou no chão no gol do Paulista, agora marca para o Flu. 2 a 1. Ainda dá. Vamos buscar. Novamente Conca. Dessa vez um lançamento perfeito para o artilheiro Fred. Não vá perder. E ele não perdeu. Bola nas redes, tudo igual em 2 a 2. Sem comemorações, afinal Fred se destacou no clube mineiro. Mas não ligo, estou preocupado com o tempo, será que vamos conseguir a virada. Nesse momento, estamos a 7 pontos de sair da situação complicada. Voltando ao jogo: Gilberto e Jonathan tentam de longe. FH defende as duas.

E num momento, quando o que parecia impossível, acontece: Mariano na direita, bola para Maicon, sozinho. Ele corre, corre. Vai sair com a bola. Não, ele invade a área. Levanta a cabeça, tem o Fred livre, eu grito. E ele parece que me ouve. Bola açucarada para o camisa 9 tricolor. Chute de primeira, rasteiro, canto direito, sem chances para o goleiro Fábio. Virada tricolor. Fred não comemora de novo.

Eu não quero saber. Eu grito, xingo alto, minha sobrinha de dois anos sorri e grita junto, sem entender o que o tio falou o que quis dizer. Incrível, fantástico, extraordinário, eu peço licença a um antigo programa televisivo para tentar dizer o que sinto naquele momento. Cruzeiro 2. Fluminense 3. Às 19h40min estava rebaixado. Às 20h30min eu acabo de vencer uma partida. Eu e todos os tricolores, inclusive a minha sobrinha. Que nesse momento solta uma gargalhada.

Futebol, como gostam e dizem os sábios, os mais antigos do futebol, é mesmo uma “caixinha de surpresa”. Eu, mais do que nunca, nessa semana acho que descobri ainda mais o poder dessa expressão. Realmente o futebol nos trás alegrias, tristezas, muitas emoções, diria o rei Roberto Carlos.

Amigos, sinceramente eu não sei o que pode acontecer daqui para frente, nessas últimas partidas que restam. Não sei se o Fluminense está “praticamente rebaixado”, como esteve nesses últimos jogos. O que eu posso dizer é que hoje o Fluminense está a 5 pontos de sair dos quatro últimos colocados, que não é mais o lanterna, que está a 7 jogos sem perder (6 pelo Brasileiro e um pela Sul-Americana). O resto, eu deixo para os “sábios” descobrirem, ou que seja o que Deus, ou melhor, “os Deuses do Futebol”, quiserem!!!

QUAL A CHANCE?

Adriano marca único gol da vitória do Flamengo diante do Santos
Foto: Vipcomm


O São Paulo tem mais chances de conquistar o Brasileirão deste ano. Pelo menos essa é a conta do matemático Tristão Garcia. Apesar de o Tricolor ser o segundo colocado, o time do técnico Ricardo Gomes tem 36% de possibilidades de levar o hepta. O líder Palmeiras tem 35%.

Além dos dois rivais paulistas, o Atlético-MG cresceu na disputa e agora aparece com 22%. Faltando cinco rodadas para o fim do Nacional, a disputa promete ser intensa e o Flamengo, com 5%, ainda pode sonhar.

Na briga pelo rebaixamento, a disputa parece que está mais definida. Mesmo com as vitória sobre o Atlético-MG e Cruzeiro e a saída da lanterna, o Fluminense tem 89% de chances de cair. O Botafogo, primeiro time fora do setor da degola tem 34%. Outros que ainda podem cair: Atlético-PR (9%), Coritiba (6%) e Santos (2%) tem pequenas possibilidades.

As vagas da Libertadores também estão praticamente definidas. Os quatro times atualmente no G4 (Palmeiras, São Paulo, Atlético-MG e Flamengo) estão perto de confirmarem os seus lugares na competição sul-americana. Internacional (29%) e Cruzeiro (26%) ainda podem sonhar.


Fonte: Lancenet!

domingo, 1 de novembro de 2009

O BEIRA-RIO É NOSSO!!!

Juninho comemora seu gol com Lúcio Flávio (10), Thiaguinho (2) e Guerreiro
Foto: Lancenet
Torcedores do Glorioso,

Que rodada maluca! O Botafogo foi até Porto Alegre e venceu o Inter. Parecia ter dado grande passo para fugir de vez da zona da degola, mas... Fluminense, Coritiba, Náutico e Santo André venceram, ou seja, embolou tudo novamente, entretanto, o fogão continua a três pontos a frente dos quatro últimos colocados. Na vitória suada por 1 a 0, Juninho marcou de falta.

Desfalcado de quatro jogadores, Alessandro, Renato, Reinaldo e Jonatas, o Bota teve de volta o maestro Lúcio Flávio, que ao lado de Léo Silva (ele mesmo), foram os responsáveis pela boa atuação do alvinegro, e é claro, o goleiro Jéfferson teve seu destaque também. No lado colorado o técnico Mário Sérgio optou pelo ex-vascaíno Alan Kardec no comando de ataque ao lado de Alecsandro.

Dentro do Botafogo, todos sabiam da dificuldade que era vencer o Internacional no Beira-Rio, até por isso, o empate era considerado bom resultado, pois só isso já deixava o Bota fora da zona nesta rodada. Com pouco mais de 1 minuto, André Lima foi derrubado por Guiñazu na intermadiária. Para quem tem Juninho, qualquer falta é perigosa. O capitão correu para bola e acertou no cantinho de Lauro para fazer a festa botafoguense. 1 a 0.

A partir de então foi decretado feriado nacional da defesa, no glorioso. Para o botafoguense que assistia, o jogo ganhou contornos trágicos, o tempo demorou muito a passar e os quatro minutos de acréscimo foram torturantes. Enquanto o jogo rolava, D´Alessandro tratava de armar os ataques do Inter. Lá na frente Kardec e Alecsandro não eram felizes quando encontravam Jéfferson.

O Bota buscava apenas o contra-ataque, as investidas rápidas de Jóbson faziam o fogão reter a bola, mas não resultavam em boas oportunidades para ampliar. O torcedor colorado perdeu a cabeça e vaiou o time no intervalo.

Logo no início do segundo tempo, quando o Internacional voltou com modificações, o Botafogo foi para cima como se fosse final de campeonato e chegou a estar perto do segundo gol, mas o ritmo caiu com pouco mais de 10 minutos e os gaúchos voltaram a ser melhor. Antes disso, André Lima foi expuslo de forma boba e prejudicou o Botafogo.

Assim, Mário Sérgio colocou Taison em campo, buscando sufocar o alvinegro no campo de defesa, de fato conseguiu, mas de forma desorganizada, nas poucas oportunidades perigosas que teve, o colorado parou nas defesas de Jéferson. Pelo lado alvinegro, entrou o parrudo Victor Simões, para poder segurar a posse de bola. Quando não dava para o goleiro, os zagueiros chutavam ao ataque de qualquer maneira. No final das contas, o Bota conseguiu vencer e se mantém fora da zona de rebaixamento.

INTERNACIONAL 0 X 1 BOTAFOGO

Estádio: Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Data/hora: 01/11/2009 - 16h (de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Auxiliares: Cristhian Passos Sorence (GO) e João Patrício de Araújo (GO)
Renda/Público pagante: R$ 354.725/16.932
Cartões amarelos: André Lima, Fahel, Thiaguinho (BOT) Alecsandro (INT)
Cartões vermelhos: André Lima (BOT)

GOLS: Juninho, 2'/1ºT (BOT)

INTERNACIONAL: Lauro, Bolívar, Indio (Taison, 9'/2ºT), Fabiano Eller; Daniel (Bolaños, intervalo), Sandro, Guiñazú, D’Alessandro (Andrezinho, intervalo) e Kleber; Alecsandro e Allan Kardec. Técnico: Mário Sérgio.

BOTAFOGO: Jefferson, Thiaguinho, Juninho, Wellington e Diego; Leandro Guerreiro (Emerson, 24'/2ºT), Fahel, Léo Silva e Lucio Flavio (Rodrigo Dantas, 39'/2ºT) ; Jobson (Victor Simões, 12'/2ºT) e André Lima. Técnico: Estevam Soares.

SEGURA!

Bruno é o grande nome ao lado de Adriano na vitória do Fla
Foto: Vipcomm



Torcedores do Mais Querido do Brasil!

G-4! Chegamos na hora certa. Faltando poucas rodadas para o término do Campeonato Brasileiro, o Flamengo fez a sua parte, venceu o Santos por 1 a 0, gol do Imperador e ocupa momentaneamente a terceira colocação da competição com 54 pontos. Destaque não só para Adriano que mais uma vez foi importante para a conquista da vitória e voltou a ser o artilheiro do Brasileirão ao lado de Diego Tardelli, mas o goleiro Bruno foi extraordinário e reencontrou a fase que o levou a ser considerado o melhor goleiro do país. Bruno defendeu duas cobranças de pênalti executadas pelo jovem Paulo Ganso.

O Flamengo apoiado por mais de 77 mil torcedores que fizeram uma linda festa nas arquibancadas começou avassalador pressionando o Peixe no seu campo de defesa e logo com seis minutos de partida, após lindo lançamento de Léo Moura, Adriano subiu mais que Eli Sabiá e colocou no fundo da rede. 1 a 0.

O Flamengo chegava fácil com Willians pela esquerda e com a movimentação de Zé Roberto. Petkovic com o toques cirúrgicos abria espaços no setor defensivo do time paulista. Porém, Airton, nervoso durante todo o jogo cometeu pênalti infantil em Ganso aos 20 minutos. O próprio cobrou colocado no canto esquerdo e o camisa 1 do Mengão pegou.

No segundo tempo, o Flamengo diminuiu o ritmo, recuou e o Santos quase aproveitou. Jean, aquele mesmo que conquistou o Carioca pelo Fla em 2004 teve ótima chance para empatar.

Mas se do outro lado hoje eles tem Jean, o Imperador estava com fome de gols. Aos 14 minutos, Adriano teve uma excelente oportunidade, mas o goleiro Felipe salvou com o pé. Três minutos depois, após passe de Airton, o camisa 10 bateu forte e a bola carimbou o travessão.

Com uma atuação pífia, o árbitro Nelson Dias assinalou outro pênalti para o Santos. Ganso cobrou novamente e Bruno salvou com a ponta da chuteira. O Santos ainda teve outra chance aos 38, mas acabou desperdiçando.

Na próxima rodada, o Flamengo visita o Atlético-MG, domingo, no Mineirão. Um dia antes o Santos recebe o Náutico, na Vila Belmiro.

Não adiantou o juiz "canalha", não adiantou os secadores de plantão. O que adiantou mesmo foi o galhinho de arruda do goleiro Bruno, a sorte e principalmente a competência dos jogadores sem exceção. Parabéns a este grupo que mais uma vez se superou e mostrou o que é ser Flamengo nos momentos decisivos.

Hoje vamos torcer por tropeços de Inter, Cruzeiro, Atlético-MG e porque não o Palmeiras!

Vamos Flamengo!



VIDEOBLOG - O GOL E THE WALL


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

NOVEMBRO: O MÊS DE DODÔ

Montagem: Ricardo Oliveira (Futebol Carioca Oficial)

Torcerdores do Glorioso,

Desde Túlio Maravilha o Botafogo não tinha um jogador de frente em que pudesse confiar plenamente. Não tinha um ídolo, um matador, um craque. Essa história começou a mudar no ano de 2001, quando Ricardo Lucas, o Dodô, deixou o Santos e veio se aventurar no Botafogo, seu segundo clube carioca na carreira, antes teve passagem apagada pelo Fluminense.

A primeira passagem do artilheiro dos gols bonitos pelo fogão, foi muito abaixo do esperado. Dodô marcou 10 gols em cerca de quase 30 jogos. No mesmo ano, o craque foi atuar pelo Palmeiras, clube pelo qual amargou o descenso para a série B. No ano seguinte foi jogar na Coréia do Sul, no Ulsan Hyundai, dos 31 gols que marcou, um foi especial, Dodô conseguiu balançar a rede chutando a bola do campo de defesa.

A carreira do atacante voltou a deslanchar em 2006, quando acertou seu retorno ao Botafogo. A equipe de General Severiano investiu firme no setor ofensivo no centenário do campeonato estadual, além de Dodô, Zé Roberto, Lúcio Flávio e Reinaldo formavam o quarteto ofensivo. O alvinegro sagou-se campeão carioca deste ano, tendo Dodô como artilheiro. Entretanto, no campeonato nacional, quando era o artilheiro da competição, foi se aventurar no Al-Ain, dos Emirados Árabes. Esse episódio foi o primeiro atrito entre Dodô x torcida do Botafogo.

No ano seguinte ele voltou ao Botafogo. Novamente em grande forma, foi artilheiro do carioca outra vez, mas o fogão foi vice-campeão estadual. No brasileirão manteve o ritmo intenso fazendo mais golaços. Com outro quarteto magnífico, Zé Roberto, Lúcio Flávio, Jorge Henrique e Dodô, o Bota encantou o país com a maneira fácil de jogar. Essa facilidade no ataque fez o Botafogo chegar a liderança do campeonato através das goleadas. Numa delas, contra o Vasco, Dodô marcou duas vezes na vitória por 4 a 0, mas foi flagrado no exame anti-dopping por uso de Femproporex.

A carreira do atacante entrou em declínio e assim aconteceu com o Botafogo, que no final das contas perdeu de maneira incrível a sul-americana e teve que se contentar com a classificação para disputá-la novamente no ano seguinte. O Fluminense, que havia vencido a Copa do Brasil, entrou na briga para ter o atacante em 2008, e assim conseguiu. Dodô trocou o Botafogo pelo Flu e a torcida não perdoou. No confronto entre as duas equipes no estadual, Dodô recebeu uma sonora vaia e foi xingado, nada produziu e o Bota venceu por 2 a 0 o time de estrelas do Fluminense.

Pelo Flu, Dodô foi vice-campeão da Taça Libertadores da América e o tricolor por pouco não foi rebaixado no brasileirão. No fim do ano, ele foi suspenso pelo dopping que o havia flagrado quando estava no Botafogo. A suspensão dura até esse mês de Novembro, a partir de então o craque está livre para negociar com qualquer clube e entrar em campo. O Bota está na briga, e quem sabe não possamos gritar novamente no Engenhão: "Uh, tá maneiro, o Dodô é artilheiro".

Nessa relação instável e de altos e baixos, Dodô e Botafogo tem se encontrado em diversas competições. Quando eles se juntam, quem ganha é a torcida alvinegra. VOLTA DODÔ!!!

Ficha técnica:
Nome: Ricardo Lucas
Nascimento: 2 de Maio de 1974 - São Paulo (SP)
Posição: Atacante
Pé bom: Direito
Apelido: Artilheiro dos gols bonitos
Clubes na carreira: Nacional, Fluminense, São Paulo, Paraná, Santos, Botafogo, Palmeiras, Ulsan Hyundai, Oita Trinita, Goiás e Al-Ain
Pela seleção brasileira foram 5 jogos e 2 gols no ano de 1997.

VIDEOBLOG: O SHOW DE DODÔ